TERÇA-FEIRA, 7 DE ABRIL DE 2020    
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Chuvas voltam a causar problemas na região da Pampulha

Publicado em 13/02/2020

Em todo verão, quando Belo Horizonte sofre com os danos causados pela chuva, sempre nos perguntamos: até quando a população continuará sofrendo, e quando os órgãos públicos realmente tomarão as medidas necessárias para evitar tantos problemas? Ainda estamos longe de encontrar a resposta, visto que a situação fica cada vez mais grave e pouco é feito para resolvê-la.

No dia 14 de janeiro, inundações aconteceram por toda a capital mineira e, especialmente na Pampulha, muitos pontos ficaram bastante danificados. Grandes árvores foram arrancadas pela força dos ventos e da chuva, assim como muitas ruas foram alagadas. Os prejuízos foram imensos.

Um dos locais mais afetados foi o Aeroporto da Pampulha, que teve o saguão tomado pelas águas. Segundo nota emitida pela Infraero, foram identificados diversos pontos de alagamentos, mas não foram registrados prejuízos. Por estar localizado próximo ao córrego São Francisco, o terminal aéreo já passou por situações semelhantes anteriormente, como noticiamos algumas vezes em nossas páginas.

Em 2014, a Prefeitura de Belo Horizonte começou obras para canalizar o córrego e melhorar a situação na região. Segundo a Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOBI), “a obra foi concluída pela gestão atual em novembro de 2019, e a bacia terá capacidade para armazenar um volume de 66 mil m³ que, além de reduzir os riscos de enchentes na região, também minimizará os problemas que ocorrem no Aeroporto da Pampulha durante o período chuvoso”. Quando questionada sobre a eficácia da obra, visto que ela já foi concluída e o problema ainda persiste, a SMOBI não se pronunciou.

Além dos alagamentos

Outro grande problema nesse período é a ventania forte que pode causar queda de árvores. Na Praça Manoel dos Reis Filho, em frente ao Jaraguá Country Club, uma árvore de eucalipto com 35 metros de altura caiu sobre um carro e atingiu um imóvel.

Margareth Pantoja, proprietária do restaurante Sapão Taioba, localizado na Rua Conselheiro Galvão, também teve o seu estabelecimento danificado. “Com a chuva intensa e a força do vento, uma árvore caiu dentro do restaurante. Já havia chamado a Prefeitura antes e tenho vários protocolos de pedidos para realizar a poda, mas nunca fui atendida”, reclama. Após o fato, Margareth tentou novo contato com o serviço público, mas este alegou que, como a queda havia ocorrido dentro de um terreno privado, nada poderia ser feito.

Situações como esta são comuns e causam frustração nos moradores e nos comerciantes locais. Além disso, a falta de medidas preventivas prejudica a população. A SMOBI alega que a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) atua permanentemente com obras de manutenção na cidade e realiza diariamente serviços de limpeza, mas os trabalhos fazem pouca diferença para solucionar o problema. “A demora da resposta da companhia energética (Cemig) e da Prefeitura tem deixado muito a desejar. Também não vemos hoje medidas preventivas sendo feitas pela cidade e sei que falta educação por parte da população. Contudo, o poder público tem que contribuir, fazendo o seu papel”, diz o proprietário da Padaria Ping Pão, Vinícius Dantas.

Obras sem planejamento e serviços malfeitos são uma realidade que dificilmente vai mudar. “Sinto-me impotente diante desta realidade. Gostaria que a política ambiental priorizasse o ser humano acima de tudo”, reforça Margareth. Então, fica novamente a reflexão: quantas perdas mais devem acontecer para que providências sejam tomadas?

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