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Comunidade e polícia se unem para combater a insegurança na Pampulha

Publicado em 22/06/2018

O crescimento da criminalidade e da falta de segurança continua assustando a população de todo o Brasil. Em Belo Horizonte não é diferente e, especificamente na região da Pampulha, as discussões e as tentativas por melhorias são incessantes. Ainda assim, os crimes mais rotineiros permanecem: arrombamentos, furtos, roubos de carros e assaltos.

A segurança pública é assunto antigo e já foi abordado diversas vezes pelos jornais da Em Foco Mídia. A população luta por melhorias desde 2005, é o que garante Waleswka Barros Abrantes, da Associação Comunitária da Região do Jaraguá. “Temos um histórico de busca por essa segurança, além de sempre ter o cuidado de conversar com a população, de identificar pontos mais carentes de um policiamento ostensivo. Porém, contamos com uma especificidade da região, já que estamos muito próximos da UFMG, da UNIFENAS e de diversas entradas e saídas do bairro. Isso faz com que tenhamos um diferencial na maneira de conduzir o policiamento para que seja inibida a insegurança da população”, conta.

O poder público disponibilizou mais policiamento na região, mas em alguns pontos ainda é preciso uma nova discussão para que sejam implantadas câmeras de videomonitoramento. “Mesmo com um aumento no efetivo policial, ainda existem locais que não têm sido atendidos. Foi questionado em uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança Pública (Consep) o que deveríamos ter, já que, por enquanto, temos as bases comunitárias. Mas ainda assim, precisamos de câmeras de monitoramento perto de bancos, como, por exemplo, na Rua Izabel Bueno. O movimento financeiro dos comerciantes passa pelos bancos, assim como o de toda a população, já que tem gente que recebe salários por agências bancárias aqui mesmo do bairro e efetua pagamentos. A questão da segurança é muito mais abrangente do que se imagina”, reforça Waleswka Abrantes.

A moradora do Jaraguá, Ana Sílvia Repolês Guimarães Ferreira, relata a sua insegurança no bairro. “Há oito meses, quando chegava a um bar, um rapaz me empurrou e me jogou no chão, levando o meu celular. As pessoas saíram correndo para tentar reaver o aparelho, mas tinha um carro aguardando por ele. Isso porque antes ele já tinha roubado de outra pessoa que estava sentada em outra mesa, mas só tomaram conhecimento quando ele me jogou no chão. Acredito que as bases estáticas ajudam muito, porém, nem sempre se vê policiamento em frente ao Bradesco, onde era constante a presença dos militares”, desabafa.

Policiamento

O Major Sérgio Rodrigues Dias, comandante do 16ª Cia do 13ºBatalhão de Polícia Militar, que é responsável pelos bairros Itapoã, Planalto, Vila Clóris, Jaraguá, Dona Clara, Liberdade e Indaiá, ressalta que há pontos da PM espalhados pela região, nos principais acessos, e enfatiza que a nova configuração de bases móveis tem surtido efeito com a comunidade. “Já foram feitas pesquisas com a população, e as pessoas estão satisfeitas. A ideia é expandir, principalmente em termos de horário, para que as bases continuem tendo um efeito positivo”, destaca.

Ele ainda explica como as bases estáticas da Polícia Militar estão sendo aplicadas em Minas Gerais. “Em cada base temos dois policiais, todo o recurso tecnológico de internet, câmeras em torno da base, telefone e modem para registrar ocorrências e duas motos orbitando em um raio de 5 km. O serviço se tornou referência para a população, com a base e as motos, que potencializaram muito o preventivo no entorno”, pondera o Major Dias.

Já a delegada titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Venda Nova, Adriana Veloso Ferraz, ressalta que a Polícia Civil está atenta à situação de toda a região. “Apesar do efetivo reduzido, que é uma realidade de toda a polícia, temos nos esforçado para atender a contento a população local, nos desdobrando e nos esforçando para elucidar crimes de maior gravidade, como roubos, tentativas de homicídios, tráfico de drogas e crimes que trazem uma maior sensação de insegurança”, esclarece.

Ainda segundo a delegada, a 3ª Delegacia recebe, em média, cerca de 200 ocorrências semanais de delitos variados, como furtos de celulares e arrombamentos de veículos e residências. São, em média, cerca de 40 flagrantes mensalmente elaborados pela Central de Flagrantes da Polícia Civil (CEFLAN).

Trabalho em comunidade

O presidente do Consep da área 16, Aderbal Virgílio de Oliveira Gomes, afirma que a população está bem assistida pelas polícias Civil e Militar, mas ainda persistem alguns problemas. “É necessário reforçar a comunicação, a interação desses grupos, pois eles são muito importantes. Ainda temos muitos problemas com a falta de qualidade das vias principais da região, como sinalização e faixas. A PM está evoluindo com a interação do público, e isso é fundamental. Temos que confiar nesses homens e mulheres, pois eles não fizeram essa opção por acaso, mas é necessário um diálogo entre as autoridades e a população”, cobra o representante do Consep.

Questionado sobre as bases estáticas, Aderbal é enfático: “Elas são importantes, mas temos dúvidas sobre a continuidade do aprimoramento dessas bases. O governo precisa mantê-las, aperfeiçoando-as sempre”. Já o presidente da Associação Comunitária dos Bairros Aeroporto, Jaraguá, Dona Clara, Santa Rosa e adjacências, Warosnil Woiski, destaca que as bases estáticas vieram para trazer benefícios para a região e que a Polícia Militar tem tido uma atuação muito presente, porém, a Polícia Civil ainda está distante. “Precisamos de uma aproximação maior com a Polícia Civil para que possamos saber ao menos quem são os responsáveis pelos nossos bairros”, critica Woiski.

O Consep da área 15 tem atuado conjuntamente com a Polícia Militar e a comunidade na região da Pampulha, com abrangência em 17 bairros. Segundo a presidente Wanessa Hermenegildo de Oliveira, essa parceria fortaleceu o vínculo entre os moradores e a polícia, favorecendo a instalação das Redes de Proteção, pelas quais os moradores e comerciantes recebem frequentemente dicas de prevenção e medidas autoprotetivas, o que culmina em uma maior colaboração com a segurança local. “Tivemos, desde o ano passado, uma considerável redução dos crimes violentos, principalmente assaltos (roubos), melhorando significativamente a qualidade de vida da população", afirma.

Aderbal Gomes, do Consep 16, ainda ressalta que o trabalho não é feito apenas por uma pessoa. É necessária uma parceria para trazer mudanças e melhorias para a comunidade. E ele faz um convite a todos: “Participe! A união é fundamental e faz toda a diferença. Se os moradores se conscientizarem e também seguirem algumas medidas de segurança, esses números de criminalidade podem ser reduzidos”, finaliza.

Cuidados diários

Os vários problemas com a segurança pública são agravados com a falta de bom senso e de cuidado das pessoas. “Desconfie de tudo. Andar na rua com o celular na mão, deixar o carro aberto na frente da sua residência ou até mesmo ficar dentro do carro parado em horários com histórico de roubos são apenas alguns dos vacilos que acabam atraindo os bandidos. A PM orienta a população a ter mais atenção”, garante o Major Sérgio Dias.

Além disso, o oficial ainda afirma a importância de ligar para o 190 no momento da ocorrência. “Antes de postar em grupo de WhatsApp, ligue para o 190. Não existe plantão de WhatsApp. O policial, quando dentro da viatura, está atento, e não mexendo no celular. Acontece, muitas vezes, de a pessoa mandar uma mensagem no celular e o agente perder a oportunidade de abordar. Então, em todas as situações, o primeiro passo a ser feito é ligar para a emergência”, esclarece o comandante da 16ª Cia.

O poder público deve, sim, manter todos os procedimentos para evitar ainda mais violência na região. Com a conscientização da população, o trabalho e o apoio dos órgãos públicos, caminharemos para um país melhor – não sem crimes, mas com menos criminalidade. O Jornal Jaraguá em Foco continuará acompanhando e cobrando das autoridades uma solução para a segurança pública, para que o índice de roubos, arrombamentos e assaltos seja cada vez menor

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