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Depressão: um mal que acomete cada vez mais pessoas

Publicado em 18/07/2016

É cada vez mais comum encontrarmos em nosso círculo de amigos e parentes alguém que já sofreu ou sofre de uma das mais temidas doenças de fundo psíquico da atualidade: a depressão. Segundo a Organização Mundial de Saúde, esse mal afeta 350 milhões de pessoas das mais variadas idades, raças e classes sociais, podendo ocorrer de forma branda, mas também mais agressiva, chegando a prejudicar a vida da pessoa sob os mais variados aspectos. Independente da maneira e do motivo que a depressão surge, é importante entender que nem sempre os pensamentos negativos ou dias de tristeza que as pessoas têm em suas vidas chegam a constituir um quadro depressivo. É necessário atentar para o tempo de duração da tristeza, além de outros fatores que podem ser considerados agravantes da doença.

Para o Dr.Ronald Farah, clínico e sexólogo que atualmente atende seus pacientes no Centro Médico Pampulha, a pessoa que entra em um quadro depressivo começa a se abster de prazeres, muitas vezes simples, que antes ela tinha. "A depressão é uma tristeza que nunca acaba", explica.

A psicóloga Cláudia Lana reforça que além de se abster de prazeres a pessoa que está com depressão apresenta outros sintomas, como humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia, desânimo, cansaço fácil, desinteresse, falta de motivação e apatia, sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio, pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima e fracasso, insônia, aumento do sono, dores, entre outros sintomas físicos. "A gama de sintomas é grande e em cada pessoa se manifesta de uma maneira diferente. Têm pessoas que apresentam quase todos estes sintomas, enquanto outras apenas alguns", explica.

Segundo Dr. Ronald Farah, além dos fatores externos, de ordem emocional, como a morte de um ente querido, doença, rompimento de um relacionamento ou a perda do emprego, ainda há a predisposição genética, onde o organismo para de produzir um de seus principais neurotransmissores, a serotonina. "Pessoas que têm a mãe ou o pai com depressão têm mais chances de vir a ter a doença ao longo da vida. Não é determinante, mas é preciso ficar atento a essa tendência familiar". Com relação à situação de luto, Farah explica que, se perdurar muito o tempo de tristeza pela morte de uma pessoa próxima, é necessário o uso de medicamentos, além de acompanhamento psicológico para não ocorrer agravamento do quadro.

Ajuda

A depressão incide três vezes mais nas mulheres do que nos homens. Mas há razões para isso. Há evidências de que fatores bioló- gicos, hormonais e psicossociais colaborem para essa desigualdade, bem como a capacidade reprodutiva, maior expectativa de vida e flutuações hormonais contribuam para essa maior probabilidade da doença no sexo feminino. Sobre esse fato, Dr. Ronald Farah afirma que isto também acontece porque a mulher ainda se permite ser frágil, procurando ajuda médica caso perceba que algo está errado, o que não ocorre com os homens, que sempre procuram demonstrar força. "Geralmente os homens têm muita dificuldade em admitir que estejam tristes ou até mesmo depressivos. Por causa disso, passam a esconder essa situação na bebida, no cigarro e na comida", comenta. Apesar dessa constatação, o médico explica que muitos homens chegam à clínica demonstrando preocupação por estarem com indícios de um quadro depressivo.

É importante que a pessoa que passa por episódios demorados de tristeza profunda, muitas vezes sem motivo algum, procure a ajuda de um clínico geral ou um psicoterapeuta para verificar se está passando por uma depressão. Essa doença, que cresce a cada dia no mundo todo, pode se iniciar de maneira branda e com o tempo acometer de maneiras mais graves, levando a pessoa, em uma situação de desespero, a ter pensamentos suicidas e até mesmo a tentar ceifar a própria vida. Com a utilização de medicamentos antidepressivos e também da psicoterapia como tratamentos terapêuticos, o paciente tem grandes chances de voltar a ter uma vida normal.

"Os tratamentos, principalmente psicoterápicos, ajudam a pessoa a reagir e a superar essa fase difícil. Os tratamentos não são rápidos. Duram pelo menos seis meses. É importante que a pessoa que passa por isso procure um médico ou um psicólogo para apurar os sintomas e a duração deles para um encaminhamento mais apropriado do tipo de tratamento", comenta Cláudia Lana. Buscar sempre atividades prazerosas, fazer atividades físicas, procurar bons motivos para sorrir já é um grande passo para fortalecer o corpo e ficar longe desse mal que torna as pessoas tão vulneráveis. 

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