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Estresse: uma consequência da modernidade

Publicado em 18/07/2016

Rotinas cada vez mais corridas, trânsito caótico e preços em alta são alguns dentre vários fatores que tornam o estresse comum no dia a dia da população brasileira. E esse cotidiano estressante leva as pessoas a estarem sob condições constantes de pressão, cansaço e tensão.

O estresse nada mais é do que um mecanismo de defesa do próprio corpo. É um distúrbio que pode se manifestar de formas físicas e emocionais, sempre que há um desequilíbrio no organismo, e tem levado uma boa parcela da população aos consultórios mé- dicos.

A psiquiatra Rúbia Barbosa Barroso afirma que o estresse em si não é uma doença. Segundo ela, o estresse pode ser bom até certo ponto, pois produz alguma ansiedade que possibilita a busca por proteção, para cumprir tarefas, para fazer mudan- ças e para reagir a situações maléficas. “O problema é o excesso dele, que produz ansiedade e acaba por nos adoecer. Ansiedade, tristeza e culpa são emoções que afetam o sistema imunológico do corpo e diminuem suas defesas para combater agentes de adoecimento, o que propicia aparecimento ou piora de doenças. Não há uma idade certa para se tê-lo, pois podemos sofrer choques emocionais em qualquer momento da vida, porém as pessoas muito ansiosas são mais propícias a sofrerem com o estresse”, explica. Ela ressalta ainda que o estresse em jovens tem piorado devido à intensa busca por posição social e estabilidade no mercado de trabalho, abrindo mão de momentos de lazer e descanso.

Consequências

Cada pessoa reage de forma diferente a um determinado estímulo e essa reação depende também de diversos fatores, que podem, inclusive, interferir na vida pessoal ou no ambiente de trabalho do indivíduo. Hoje não só os adultos são vítimas do estresse. “Atualmente, devido à rotina com múltiplas atividades, as crianças cada vez mais novas vêm apresentando sinais de estresse”, destaca Silvana Texeira, fisioterapeuta e acupunturista.

O estresse negativo propicia mau humor, nervosismo, desânimo, além de provocar um desequilí- brio hormonal. “Observa-se que as pessoas que sofrem desse transtorno são mais propícias a se relacionarem com o tabagismo, com o alcoolismo e com as drogas, como uma forma de alívio para situações angustiantes. Eles servem como anestésicos para os sentidos e dão a falsa sensação de que está tudo bem. Se existem dificuldades para lidar com as emoções, é de extrema importância buscar ajuda profissional, realizar psicoterapias e, em alguns casos, recorrer aos medicamentos ansiolíticos ou psicotrópicos, que agem para melhorar as síndromes de pânico e de ansiedade excessiva”, explica a médica Márcia Maria Barros Rezende, especialista em anatomia patológica.

A realidade na qual vive a maioria dos brasileiros é de constantes transformações, em que é fundamental conciliar a flexibilidade, a tolerância e a adaptação. Nesse contexto, é necessário aceitar as mudanças e aprender a lidar com elas, sem deixar a mente limitada. A maneira como uma pessoa enfrenta os problemas influencia sua produção durante o trabalho ou nos estudos assim como em sua saúde. Buscar o equilíbrio físico e mental mantém o estresse longe de sua rotina.

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