QUARTA-FEIRA, 3 DE JUNHO DE 2020    
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Evolução da região do Cidade Nova ao longo dos anos

Publicado em 14/02/2020

Alguém poderia imaginar que um local repleto de fazendas iria se tornar um dos mais importantes bairros de Belo Horizonte? A região do Cidade Nova evoluiu bastante ao longo dos anos, tornando-se uma das mais valorizadas áreas e que tem muito a oferecer aos moradores.

As tradições de família e a modernidade misturam-se pelas ruas do bairro, onde encontramos muitas histórias sobre o crescimento da região. “ Sempre vivi em Belo Horizonte e, quando iniciou um loteamento aqui, meu marido se interessou. Foi uma grande oportunidade e construímos a nossa casa. Quando chegamos, só existiam duas residências. Não havia nem mesmo padarias e ele comprava pão no Centro de BH. Somente depois de um tempo, surgiu uma vendinha na Rua Tabelião Ferreira de Carvalho e, anos depois, abriram farmácias e outros comércios. Hoje há tudo, bancos e todo tipo de estabelecimento”, afirma Emilce Paulineli Peregrine, professora aposentada, que vive no local há 47 anos.

Já para Natalino de Jesus da Cruz, proprietário da banca de jornais em frente à Feira dos Produtores e que já trabalha no bairro desde 1985, a região passou por alguns problemas até chegar à forma em que está hoje. “Há 10 anos, o Cidade Nova inundava com frequência, mas a Prefeitura fez uma obra que melhorou muito.” Renato Modesto, presidente da Feira, acrescenta: “A chuva já entrou na Feira uma vez e ela alagou. Foi feita a obra, que melhorou bem a situação. Mas, se a chuva for muito intensa, há o risco de alagar novamente. Mesmo as - sim, não temos muito do que reclamar, pois recebemos um grande número de visitantes diariamente e muitos elogios”, afirma.

Comércio Em 1960, quando a região começou a ser formada, existiam pouquíssimos empreendimentos. Hoje, 60 anos depois, a população local encontra restaurantes e lojas para os mais diversos públicos. “Temos lojas muito legais, dois hipermercados e tudo com muita qualidade. Há a Feira dos Produtores, que é uma profusão de cheiros e muito importante para quem mora aqui”, relata Jaqueline Romero, proprietária da Garden Consultoria e Marketing, que atua na região há 18 anos.

Tatiana Mello, diretora do centro cultural Ataíde Ócios e Ofícios, na Avenida José Cândido da Silveira, reforça: “temos estabelecimentos muito bem estruturados. Vemos um cuidado maior dos comerciantes ao fazerem suas lojas mais atrativas para os clientes”.

Apesar de este crescimento comercial beneficiar os moradores, para os lojistas e empreendedores esse avanço foi um pouco assustador. Menelick de Carvalho Braga, sócio-proprietário do restaurante O Gaulês e da hamburgueria e pizzaria Druida, conta: “já temos o comércio aqui há 38 anos e, quando viemos, não havia nada. Por isso, tivemos certa preocupação quando a região foi crescendo, pois, a cada notícia de novo comércio, achávamos que isso prejudicaria o nosso negócio. Mas, felizmente, não fomos afetados”.

Já Vanessa Maximiliano Silva, sócia-proprietária do açougue Condé Carnes, na Feira dos Produtores, afirma que “a região teve uma evolução muito grande, até mesmo algumas coisas que foram boas para a população e ruins para os comerciantes. Antigamente, não havia supermercados e tampouco o Minas Shopping. Então, o fluxo na Feira era bem maior. As mudanças foram boas para a população, devido à variedade, mas para nós, comerciantes, não foram tão positivas”.

Ajustes

Apesar de ser um local muito amado pelos moradores, a região ainda precisa de melhorias. “Existem alguns problemas na infraestrutura do bairro que deixam a desejar. A segurança precisa de alguns ajustes, pois já tivemos até mesmo assaltos”, afirma Menelick.

Para o William Souza Martins, 2º Sargento da PM e líder comunitário do bairro União, falta um espaço de lazer para os moradores. “Estamos carentes de praças e muitas pessoas reclamam da falta de espaço para a prática de atividades físicas. Estamos nos mobilizando, enquanto líderes comunitários da população, para conseguirmos uma pracinha pequena na Rua Bolívar, mas ainda não é um plano definitivo. Por hora, sentimos a falta de uma área de lazer”. Reni Barbosa, artesã e também líder comunitária do bairro União, reforça: “Necessitamos de atividades culturais, artísticas e de um espaço de convivência para todos nós”.

A área teve um avanço muito grande e, por este motivo, ainda precisa de melhorias em alguns aspectos. Mas, é uma região muito amada, onde quem pertence a ela não a troca por nenhum outro lugar. “Aqui, todos somos cordiais e convivemos bem. Este é um lugar onde adoro morar”, diz Emilce.

Assim é a região do Cidade Nova: um local com muito a oferecer e potencial para crescer ainda mais.

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