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Perigos e cuidados no uso das redes sociais

Publicado em 09/03/2017

A evolução dos meios de comunicação, literalmente, modificou a forma como as pessoas se comunicam. Hoje em dia falar com quem está distante é muito mais simples do que há 20 anos. Enviar uma mensagem de texto por aplicativos como WhatsApp ou uma ligação em tempo real por Skype eram inimagináveis em meados das décadasde 1980 e 1990, quando a Internet mal chegava ao Brasil. 


O mundo evoluiu e atualmente é possível as pessoas terem cada vez mais conforto para se comunicar. De certa forma, a dependência de meios comunicativos, principalmente aparelhos celulares, tem crescido tanto quanto as tecnologias de comunicação. E dentre os principais itens que podem ser viciantes, estão as mídias sociais.

As redes sociais como Facebook, Twitter, WhatsApp, Instagram e Snapchat são meios de aproximar amigos distantes, parentes de outros estados ou até outros países, fazer novos amigos, conhecer grupos com interesses em comum. É óbvio que traz benefícios, sim. Mas devem ser usadas com moderação. O uso descontrolado, sem ponderar o prejuízo às demais atividades é que é prejudicial e ainda pode viciar. Viciados em redes sociais preferem a vida on-line à vida real; perdem o discernimento do que está acontecendo ao seu redor.

 

As vantagens

Dentre os vários benefícios que as tecnologias podem trazer, é possível citar a rapidez nas pesquisas escolares, a facilidade de pesquisa em qualquer setor profissional, a busca por contatos telefônicos e, especialmente pelas redes sociais, o contato com amigos e familiares. É o caso da nutricionista Jane Andréia Souza, que mora em Strasbourg, na França, e fica sempre conectada para se comunicar com sua família e seus amigos no Brasil: “Eu fico on-line o dia inteiro. Cozinho com o celular ao lado do fogão, vou para a academia com o celular na mão, trabalho com o celular por perto. Falo muito com minha família e isso me acalenta porque parece que eles estão por perto. Além disso, eu compro roupa pelo Instagram, faço serviço nutricional pelo WhatsApp, sempre me atualizo com os posts de nutricionistas do Brasil inteiro sobre os últimos artigos publicados. A Internet só me traz coisas boas”, destaca.


Já a aposentada Dalcy Belga Berger Souza aproveita a Internet no celular para tentar encontrar amigos antigos: “Acho muito útil usar o Facebook e o WhatsApp. Antes, era mais difícil para falar com a família e com os amigos só por telefone, mas agora a gente fala todo dia e a qualquer hora. Acho muito interessante, e isso é muito valioso para mim, mas também acho que o uso excessivo é prejudicial,
sim. Se eu fico muito tempo, já sinto que me faz mal, porque vou me esquecendo de tudo à minha volta. Já me peguei algumas vezes no Facebook e deixando de lado minha família que estava perto de mim”, relata.


Jovens “virtuais”

Segundo especialistas, o vício em redes sociais é comum em qualquer faixa etária, mas crianças e adolescentes estão no grupo de risco. Os estudiosos afirmam, ainda, que pessoas que possuem outro distúrbio, como depressão, transtorno bipolar, déficit de atenção ou hiperatividade também são mais suscetíveis ao vício. Um estudo de 2015, da agência de saúde pública de Ottawa, no Canadá, indica esse fato. Os pesquisadores analisaram os dados de 750 estudantes entre o 8º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio. Eles responderam sobre hábitos nas redes sociais e seu bem-estar psicológico: 25% dos alunos afirmaram passar pelo menos duas horas nas redes sociais diariamente e foram os que mais mostraram sinais de depressão, ansiedade e pensamentos suicidas.


O Jornal Cidade Nova em Foco conversou com dois jovens recém-chegados da adolescência “virtual” para o mundo universitário. Cláudio Henrique Capucho tem 19 anos e por seu relato é possível notar a importância das redes sociais para essa geração: “Quando estudo para uma prova, eu utilizo o celular, seja para estudar ou para entrar nas redes, e levo o aparelho para a mesa e o utilizo durante as refeições. Costumo ficar ansioso se fico sem Internet, já que uso para comunicação, informação e lazer. Estou tentando criar o hábito de ler mais livros, jornais e revistas”, conta.

 

O estudante Gustavo Henrique Ribeiro diz que usa o celular quase o dia todo, mas com ressalvas, pois tenta implantar um autocontrole: “Uso-o em média 12 horas diárias. Eu só não utilizo quando estou em sala de aula na faculdade. Se não tem rede, eu fico ansioso, mas consigo manter o controle. Quando necessário, desligo a rede sem problemas. Tento não deixar esse hábito atrapalhar as leituras. Leio, no mínimo, um livro por mês, além dos livros da faculdade. Para estudar, normalmente não desligo o celular, mas silencio-o para o barulho das notificações não atrapalhar. Não desligo, pois, caso seja necessário, posso fazer pesquisas e tirar dúvidas com um colega pelo WhatsApp. Em casa, meus pais sempre proibiram de levar o celular para a mesa. Dessa maneira, peguei o costume de não usá-lo durante as refeições”, explica.

 

Riscos e disciplinas

Para as crianças, o efeito excessivo do uso das redes sociais faz com que a vida virtual se confunda ainda mais com a realidade. É o que conta a diretora pedagógica da escola Aquarela Centro de Educação, Hilda Beatriz de Freitas, que destaca a falta de discernimento dos pais: “Os pais não sabem lidar com as redes sociais. A tecnologia deve ser usada da melhor forma para a criança ter leitura e escrita desenvolvidas dentro do planejado. Deve-se medir o uso e reprimir o exagero. Os pais deixam filhos de oito anos usarem o Facebook. Escola não ensina a criança a usar WhatsApp e Facebook. Nós não demos o celular para uma criança de oito anos. Aprendem em casa a ter esse hábito. Assim, surgem problemas na escola. Vemos coleguinhas ofendendo o outro pelo Facebook e os pais colocam a culpa na escola. Mas quem permitiu ao filho fazer isso? Foi a escola ou o pai? Não permitimos aqui dentro”, desabafa.


O Professor de Marketing Digital, Alan Domingues, concorda com Hilda Beatriz e acrescenta: “Os pais têm usado o computador como uma espécie de babá, muitas vezes deixando de lado o papel de educador que cabe a eles e passando a missão para o meio virtual. Isso está erradíssimo. O pensamento ‘meu filho está protegido brincando no computador em seu quarto’ é equivocado. Arrisco dizer
que está exposto a muito mais riscos do que se estivesse brincando ao ar livre. A Internet não tem barreiras. A criança pode ter acesso a conteúdos desde nudez à abordagem de pedófilos, sem muita dificuldade. Sem contar a ação de criminosos que agem no meio físico baseados em informações compartilhadas no meio virtual e o cyberbullying, que é a prática de humilhar ou constranger as pessoas pela Internet”, explica.


Outra nova situação são os usuários acima de 60 anos. O aposentado Osmar Furtado se considera muito ativo nas redes: “Confesso que exagero. Uso WhatsApp desde a hora que acordo até quando vou dormir. Fico o dia inteiro ligado. A maioria das minhas atividades sociais posto no Facebook”, revela. Com 66 anos, ele diz quais as vantagens, mas pondera. “Me reaproximei de amigos que não via há bastante tempo. Sou também músico e empresário, e é uma ótima ferramenta para a divulgação desses trabalhos, mas realmente estou muito ligado nas redes. Tenho ficado mais preguiçoso quanto à leitura. Fico sem paciência para ler um texto muito grande”, confessa.


É nítido que as tecnologias e as redes sociais trazem benefícios e malefícios para os usuários. Cabe a cada um ter sabedoria para dosar o tempo e a forma adequada de uso para que não ocorra o vício. Aproveite sempre seu mundo virtual com moderação!

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