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Prazo para a requalificação do complexo arquitetônico da Pampulha termina neste ano

Publicado em 25/02/2019

Em julho de 2016, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) fixou um prazo de três anos para que a Prefeitura de Belo Horizonte cumprisse um caderno de exigências para que o título de Patrimônio Cultural da Humanidade fosse ratificado.

O prazo encerra-se em julho deste ano e, caso as exigências não sejam cumpridas, há risco de a Pampulha perder o título concedido pela Unesco. É preciso esclarecer que o prazo é para que a administração municipal apresente soluções para as questões incluídas no caderno, não para que a requalificação esteja concluída. Mesmo assim, a situação é preocupante, pois há muito que fazer em pouco tempo. Ainda neste ano, uma missão da Unesco virá à capital para conferir a execução do plano estratégico para a Pampulha.

O principal problema é a demolição do anexo do Iate Tênis Clube. A área onde está o anexo foi desapropriada pela administração de Márcio Lacerda, mas a confusão não foi solucionada, pois a diretoria e os sócios do clube não concordam com a desapropriação e querem uma compensação para o espaço que vão perder. Em julho de 2018, a PBH informou que as negociações com os representantes do Iate estavam em estágio avançado. Desde então, nada mais foi divulgado.

A despoluição da lagoa da Pampulha também é requisito para manter o reconhecimento do conjunto arquitetônico como Patrimônio da Humanidade. Trata-se de um problema de difícil solução, que já consumiu mais de R$ 300 milhões em investimentos, desde a década de 1980, e ainda não foi resolvido. Em setembro de 2018, o contrato para a despoluição do espelho d'água foi renovado por mais um ano, com valor fixado em R$ 16 milhões. Entretanto, sem o fim do despejo de esgoto no lago, o que depende de ação conjunta da Copasa e das prefeituras de Belo Horizonte e Contagem, as águas continuarão contaminadas.

O documento da Unesco determina, ainda, as restaurações do Museu de Arte da Pampulha e da igreja de São Francisco de Assis, além da requalificação da praça Dino Barbieri. São três obras em andamento, mas que não têm evoluído de acordo com o que foi previsto. A igrejinha da Pampulha, por exemplo, foi fechada em novembro de 2017, e as obras de requalificação só tiveram início em junho de 2018. A previsão é que a restauração, a cargo da administração municipal, seja concluída em junho.

Quanto ao Museu, a restauração depende do repasse de recursos federais. O acervo já foi retirado e abrigado em outro lugar, mas a restauração está em ritmo muito lento. Além da estrutura do imóvel, é preciso restaurar os jardins de Burle Marx, que estão em péssimas condições, com plantas mortas, mato em todo canto e buracos. A área atrás do museu é usada como pasto por capivaras.Reconstruir os jardins de Burle Marx também é prioridade na praça Dino Barbieri. O espaço público foi descaracterizado, e a Unesco exige que o projeto original seja reimplantado.

Em resumo, são desafios grandiosos e é pouco o tempo para que sejam cumpridos, mas é imprescindível que seja feito, pois a Pampulha não pode perder o título de Patrimônio da Humanidade.

 

 Fonte: Jornal O Tempo.

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