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As consequências de uma vida agitada


Acordar cedo, sair correndo para trabalhar, engolir o almoço em 10 minutos, trabalhar de novo, estudar, chegar em casa supercansado, jantar, assistir TV, passar a limpo as redes sociais e, finalmente, dormir. Hoje, a vida de bilhões de pessoas é assim. Com os dias agitados que levamos, acabamos não tendo tempo para priorizar nossa real qualidade de vida. Temos a preocupação principal voltada aos nossos compromissos, vivemos afogados em um turbilhão de ansiedade e angústias relacionadas às nossas responsabilidades. E qual é o preço dessa pressão? Deixamos de lado nossa dimensão emocional, ficando em segundo plano nossos relacionamentos afetivos e sociais (família, amigos, lazer etc). Nunca temos tempo para nós, estamos sempre vivendo em função de obrigações ou coisas supérfluas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de dezembro do ano passado, o Brasil é o país mais ansioso da América Latina. No entanto, o fenômeno acomete pessoas no mundo inteiro. Cerca de 33% da população mundial sofre de ansiedade. A psicóloga Claudia Lana ressalta que já há um bom tempo, com todo o acesso às novas tecnologias, as pessoas têm se empenhado em otimizar suas rotinas, produzir mais, cobrar mais de si mesmas e do outro, e tentam fazer tudo no menor prazo possível. Porém, há um lado negativo nisso, que causa ansiedade e outros transtornos, garante. “Por conta de tanta agitação e compromissos, o lado saudável tem ficado em segundo ou até como último plano de vida. Ao se comprometerem tanto com esse estilo de vida corrido, as pessoas geralmente abrem mão de momentos para se exercitar, ler, sair com os amigos, dormir melhor ou, até mesmo, visitar a família. Essas atividades tão saudáveis foram ficando de lado por causa da agenda cheia. Com o tempo, a conta dessa troca de estilo de vida aparece: estresse, dores no corpo, mau humor, distúrbios de sono e alimentares, ansiedade, dentre outros sintomas”, explica Claudia Lana. Já a psicóloga Ligia Franckevicius reitera que há uma pressa de se viver, tomar decisões e resolver problemas, o que pode acarretar uma série de transtornos psicológicos. “Não há uma fórmula para levar uma vida menos agitada. O importante é que cada um saiba seus limites e não deixe que isso se torne um problema maior no futuro. A ansiedade, por exemplo, quando se torna patológica, interfere no dia a dia das pessoas. É caracterizada por um grande mal-estar físico e psíquico, acompanhado da percepção de que se está em perigo, ameaçado ou vulnerável ao ambiente”, conta. Consequências Há diferentes tipos de ansiedade, afirma Lígia. As mais comuns são: Transtorno do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC), Transtorno de Estresse Pós-Traumático e o Transtorno de Ansiedade Generalizada. Ainda segundo Claudia Lana, a ansiedade, quando aparece em alto grau, causa crises de pânico. “Quando isso ocorre, a pessoa é obrigada a parar e mudar toda a sua rotina e, muitas vezes, se vê obrigada até a introduzir uma terapia ou um medicamento. A ansiedade só é positiva quando é baixa, e serve de motivação; o resto já é sintoma que precisa ser olhado com mais carinho”, destaca. A vida confusa e perturbada nos desestabiliza a ponto de nos fecharmos psicologicamente e socialmente, aparecendo com isso agressões ao nosso emocional e aflorando as psicopatologias do momento. Diante de todos esses fatos, a nossa dica é: cuide-se melhor para que, assim, você possa ter e desfrutar de uma melhor qualidade de vida, sem esse turbilhão de ansiedade e angústias, e ainda podendo curtir bem a sua vida e as pessoas que você ama. (Rayssa Lobato)

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